terça-feira, 5 de agosto de 2008

A Carrocinha da Fiat




Por Thiago G. Rodrigues.

O Fiat Dobló é visto em diversas partes do país como um transporte de carga, comprado por logísticas, empresas de entregas e até mesmo pelos Correios. Tudo bem até ai nada de anormal, devido a seu design e espaço interno avantajado. Porém, todo caso e, todavia alguns engenheiros da marca italiana resolveram fazer uma brincadeira de mal-gosto e lançaram o Fiat Dobló para o transporte de seres humanos, famílias em geral, podendo comportar até sete pessoas em seu interior. Tudo bem, sabemos que carros destinados a famílias precisam ser grandes, de ótimo espaço interno e que tenha uma coisa que impressione a todos da família, além do conforto: a beleza.

Tocamos no ponto fraco deste carro, já que este adjetivo não é presente em sua forma. Um carro onde a dianteira é baixa e a traseira mais alta traz idéia daqueles gráficos de violência onde o inicio é la embaixo e nos tempos atuais se mantém lá em cima. A traseira tolamente reta lembra uma geladeira, as portas laterais lembram minivans escolares e seu interior lembra os antigos carros dos anos 60 onde quase tudo é quadrado, o que não atrai em uma época em que quase todos os carros adotaram fisionomias mais circulares (não como o Citroën C3).

Seu estranho desenho lembra também as antigas carrocinhas que circulavam pelas cidades aterrorizando os pobres cachorros abandonados, capturando estes e, segundo nossas avós, eram levados para o sacrifício e para a produção de sabão. Sua traseira facilita a locomoção de animais tanto altos como baixos, as portas laterais facilitam a entrada dos bichos e as janelas apertadas deixam um pequeno espaço para circulação de ar para os animais, já que para os seres humanos aquele espaço de janela só causa sensação de claustrofobia. Seu interior totalmente enlatado, que é essa a impressão que sente uma pessoa que anda no veículo, além da sensação de claustrofobia causa a sensação da Síndrome da Sardinha, que vive enlatada até seu destino.

Para aqueles que gostam de capturar cachorros do mato ou animais mais silvestres, a Fiat lançou a versão Adventure, com pneus maiores, detalhes off-road e um pneu(?) de estepe na parte traseira, assim como uma EcoSport, fabricado pela Ford.



Algumas reestilizações devem ser estudadas pelos executivos da Fiat, já que o carro permanece com a mesma “face” há alguns anos já, porém há aqueles que concordam com a avó que falava do cachorrinho que virava sabão que “ Pau que nasce torto nunca se endireita” ou em expressões atuais, o que já começou errado não tem mais conserto.

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